Mulheres em cargos de direção

Precisamos de mais mulheres em cargos dirigentes. E isto não é apenas dito por mulheres, como também é o que indicam estudos recentes sobre rentabilidade empresarial.

 

Precisamos de mais mulheres em cargos de direção. E isto não é apenas dito por mulheres, como também é o que indicam estudos recentes sobre rentabilidade empresarial. A liderança feminina humaniza a empresa, traz valores competitivos e é solidária com as restantes profissionais do sexo feminino. Já há grandes empresas que souberam aproveitar este enorme potencial que pode inspirar as demais.

A Tech Executive Search cita o estudo do Peterson Institute for International Economics, no qual se afirma que as empresas com mulheres em cargos de direção são mais rentáveis. A sua análise de mais de 21 500 organizações internacionais conclui que “as empresas com, pelo menos, 30% de executivas em posições de chefia têm mais 15% de benefícios”.

Mulheres em cargos de direção

A mulher contribui com um novo estilo de liderança que enriquece a organização. Sem querer generalizar, contribui para a visão global com a atenção aos pormenores. Está mais recetiva ao desconhecido, à escuta e à falta de medo de perguntar para compreender. Capta rapidamente os conflitos pessoais e costuma demonstrar tato para os resolver e para motivar as pessoas. Tem um grande espírito de superação, já que anda há séculos a ultrapassar resistências. Acredita na colaboração e adora o método de negociação em que “todos ganham”.

A liderança feminina é capaz de  humanizar as relações na empresa e orientá-la para os novos valores competitivos de empatia, colaboração, comunicação e consenso. Não esquecendo que metade dos clientes de qualquer empresa são mulheres.

A empresa deve preparar-se para contar com elas. Deve abrir-se à diversidade, erradicando atitudes discriminatórias e rompendo o teto de vidro, e implementar políticas de conciliação e igualdade, com especial ênfase nas licenças igualitárias de maternidade e paternidade. Também deveria contratar, a partir da base, homens e mulheres juniores e facilitar a sua promoção por méritos.

Presença de mulheres em cargos de direção e posições de chefia

Na maior parte dos eventos em que mulheres dirigentes explicam a sua experiência, coincidem em assinalar que conseguiram chegar a cargos de elevada responsabilidade  graças ao apoio de outra mulher. As mulheres dirigentes costumam ser muito solidárias entre elas quando se trata de abrir portas umas às outras e apoiarem-se mutuamente ao longo do percurso. Insistem que o percurso profissional é difícil, não só pela resistência masculina ou pelo  teto de vidro que muitas empresas têm, mas também pelos seus próprios boicotes, como o medo de não serem suficientemente boas ou de não darem atenção suficiente à família. E que a chave está na constância e na construção de uma reputação.

As mulheres dirigentes também souberam criar alianças entre elas em organizações profissionais como a Sheleader ou a Womenalia, onde recebem conselhos e formação e estabelecem contactos entre elas. Através destas associações, unem-se para dar visibilidade ao trabalho das mulheres na sociedade.

percentagem de mulheres em cargos de direção em Espanha é, segundo o Women in Business 2018, de 27%. Segundo este estudo, após um grande progresso em 2015, o crescimento avança muito lentamente. No entanto, simultaneamente, o número de empresas que não têm mulheres em cargos de chefia está a diminuir.

Naturalmente, nos EUA existe um ranking de empresas mais recomendáveis para mulheres executivas, o da Associação Nacional de Mulheres Executivas (NAFE em inglês). Empresas que reconhecem o valor da mulher empresária e desenvolvem práticas que promovem oportunidades reais de crescimento e promoção profissional.

Para continuar a crescer, insistem na Sheleader, há que mudar a mentalidade social, começando nas escolas. E seguir  determinadas recomendações, como:

  • Análise de formação e promoção na empresa: com que critérios são realizados? há atitudes discriminatórias? têm uma linguagem sexista ou estereótipos?
  • Adaptá-los às diferentes necessidades de homens e mulheres.
  • Consciencializar os cargos de chefia.
  • Promover a participação da mulher em todas as áreas da organização.

 

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